“A Matter Of Taste” com Gonçalo Castro
Nascido no quarto mês do ano de 80. Desde cedo Gonçalo Castro entrou em contacto com algumas vibrações que vinham de um gira-discos que havia em casa. As vozes vinham de todo o lado, onde o Zeca se misturava com a Elis, e até o John e o Paul andavam por campos de mãos dadas com o Gilmour e o Waters. No seu crescimento inventou rádios piratas, K7s gravadas para namoradas, e juntou dinheiro para comprar os 1ºs CDs do Paredes e dos “Rapazes da Praia”.
Pelo caminho até 010 já escreveu, bloggou, vendeu, tocou, promoveu, produziu, realizou e documentou momentos, pedaços, fragmentos de música, músicos, sons, imagens e palavras.
Hoje passa mais tempo em frente ao computador que em frente ao microfone mas prepara o regresso à rádio.
Qual o álbum da tua vida?
“White Album” dos Beatles. Provavelmente é o primeiro disco que eu sei cantar de uma ponta a outra. Era um dos discos que as minhas irmãs tinham e eu peguei nele. Basicamente foi o disco que me fez apaixonar. Afinal antes disto estava dedicado aos Onda Choc, Mini-Star e Queijinhos Frescos.
A musica que te pode fazer levantar da cama às 7h a dançar?
Confesso que qualquer coisa. Ultimamente ando a acordar com os Mão Morta e logo a seguir pode aparecer Magnetic Man e a seguir o Calogero. Hoje acordei com o Art Sullivan na cabeça. Não perguntes porquê.
A musica que preferias que os teus amigos não soubessem que gostas?
Não tenho problemas com “guilty pleasures”. Gosto de muita coisa bimba e azeiteira, confesso. Às vezes tenho vergonha é de dizer que não gosto de algumas coisas que estão na moda como os MGMT ou os The National. É mais por aí.
A banda que nunca viste em concerto e pagavas muito para ver?
São tantas que até chateia. Nunca vi o Paul McCartney e o Stevie Wonder. São de momento dois concertos que tenho planeado ver em 2011.
Banda portuguesa favorita?
Ornatos Violeta. São a minha grande história de amor na música nacional. Tanto que estou a fazer um documentário sobre eles para estrear em 2011 quando comemoram 20 anos de existência.
Musica portuguesa que fica para a história?
“Verdes Anos” do Carlos Paredes. Arrepia-me imenso e é uma das primeiras recordações que tenho de ouvir música com o meu pai.
Qual é o som da tua cidade preferida?
Ouvir falar francês deixa-me, cada vez mais, apaixonado. Por isso Paris é a cidade ideal para isso. Ainda por cima gosto de quase toda a música que lá se ouve. Mas o metro de Londres tem um apelo qualquer que não consigo explicar. Assim como as estradas em Portugal. Faz lembrar aquela canção: “pelos caminhos de Portugal…”
Que tipo de festa não existe em Portugal e deveria existir?
Eu gostava de ver uma festa a horas decentes. Entre as 17h e as 23h num local à beira mar para aproveitar o calor e onde se podia passear entre a pop, dubstep, reggae, minimal, bassline house e rock tudo em vários espaços e sem pseudo coisos.