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Madame Questiona… Inês Castel Branco

Because sometimes asking the right questions is the answer.

 

1. Quantos anos terias se não soubesses que idade tens? 

Inês – Ora bem, depende. Neste momento 24 talvez. Quando estou em modo mãe, 31.

 

2. O que é que é pior: falhar ou nunca tentar?

Inês - Pior é sempre nunca tentar. Falhar é óptimo. Admitir que falhamos é evoluir.

 

3. O que é que mais gostarias de mudar no mundo?

Inês - Tanta coisa. Idealmente, que o dinheiro não existisse.

 

4. Se a felicidade fosse a moeda nacional, que tipo de trabalho te deixaria feliz?

Inês - Fazer música.

 

5. Estás num almoço com 3 amigos que respeitas e admiras. Todos começam a criticar negativamente e sem justificação um amigo intimo teu, sem saber que o conheces. O que é que fazes?

Inês - Defendo-o. Digo que é meu amigo íntimo e que o que estão a dizer é descabido.

 

6. Se pudesses dar um único conselho ao teu filho logo que nasceu, qual seria?

Inês - Aprender a esperar é a melhor coisa que se pode fazer para ser feliz.

 

7. Há alguma coisa que tu saibas que fazes diferente das outras pessoas? 

Inês - Tantas. Passar a ferro, tenho o meu método. Amar, não conheço quem use a minha forma. Cortar cebola…. Podia dizer-te mil.

 

8. Porque é que tu és tu?

Inês - Por causa da minha familia. Do meu país. Das minhas escolas. Dos meus amigos e das minhas experiências.

 

9. És o tipo de amiga que querias como amiga?

Inês - Sim. Mas já percebi que não é possível e vivo bem com isso.

 

10. O que é que é pior? Quando um amigo vai viver longe ou quando um amigo vive ao teu lado sem se falarem?

Inês - Quando estamos por perto mas longe. Tenho muitos amigos que emigraram e os momentos que falamos são sempre muito mais ricos.

 

11. Qual é a tua melhor memória de infância? O que é que a fez tão especial? 

Inês - As manhãs de dia 25 de Dezembro. Acordar e ir a correr à sala ver o que o Pai Natal tinha deixado. Era mágico.

 

12. Se recebesses 1 milhão de dólares, desistias do teu trabalho?

Inês - No way. Mas fazia-o à minha maneira, com as pessoas de quem gosto.

 

13. Aceitarias reduzir a tua idade média de vida se te garantissem que serias sempre linda e famosa?

Inês - Não. Prefiro ser velhinha e anónima mas poder levar os meus netos ao jardim!

 

Fotografia: O meu iPad Veste Prada 

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Madame Oferece bilhetes para Teatro e Festa à noite

Esta semana temos ofertas para todos os gostos. Se és pai/mãe de crianças com mais de 3 anos e sempre quiseste saber como é que elas poderiam ser mais responsáveis perante a Natureza, de que maneira divertida podem aprender o que é a Permacultura, ao mesmo tempo que se riem da Barata Tonta, do Espantalho, da Minhoca, da Joaninha e do Zé da Horta, então temos o programa ideal para ti. A peça de teatro infantil e interactiva, encenada por Ana Brito e Cunha, estreia no dia 15 de Junho na Horta da Quinta da Regaleira em Sintra e claro que a Madame tem 1 bilhete duplo para oferecer. Escreve para aqui e diz-nos numa frase porque é que o teu filho/a tem mesmo de vir a esta peça.

 

Se és pai/mãe mas em vez de hortas e agriculturas naturalistas, queres mas é saber como divertir-te numa sexta-feira à noite, então a Madame trata de ti também. A noite “Berlin does Lisbon” foi escolhida pela Time Out desta semana como a primeira escolha para este fim-de-semana tendo a mesma revista dedicado toda uma página sobre este original conceito. O conceito onde DJs residentes de um clube em Berlin – o Ritter Butzke – veem fazer a festa a Lisboa (no Faktory) e em troca levam daqui os nossos Stereo Addiction, SwitchSt(d)ance & Twofold para nada mais nada menos do que a Fête de la Musique e um after party radical em Berlim (dia 21 de Junho). Acontece já esta sexta, dia 7.

 

Basta escreveres para aqui e dizeres quais os nomes dos Djs residentes do Ritter Butzke de que estamos a falar. (dica: está tudo escrito no evento do facebook)

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Pedro, o novo tatuador da Parede

O concelho de Cascais, mais propriamente a Parede, tem um novo master das tatuagens a operar. Chama-se Pedro, começou profissionalmente no Algarve, mas entretanto antes de instalar-se na Parede foi melhorar a técnica em Inglaterra e na Holanda. Portugal recebe-o de braços abertos porque, diz quem lá foi marcar o corpo, que o rapaz é bom mesmo.

 

Madame – O que é que têm de especial as tatuagens que fazes?
Pedro – Humm…as minhas tatuagens são tradicionais mas bold, solid and clean.

 

Madame – Em que te inspiras?
Pedro – Inspiro–me noutros tatuadores que admiro e em motivos vintage…e na minha mulher que tem ideas brilhantes.

 

Madame – Se tivesses de fazer hoje uma a ti mesmo, o que seria?
Pedro – Uma cabeça de Tigre.

 

Se quiserem conhecer melhor o Pedro visitem o facebook, enviem um email, liguem-lhe para 927 189 272 ou simplesmente apareçam na Loja : Vintage Daggers Tattoo , Av. Républica 1644 Loja A Parede-Cascais 2775-272

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“Strings attached” by Sílvia Lopes em Sydney

A Sílvia partilha não só as 4 espectaculares fotografias que tirou ao Tristan como partilha também o que lhe veio à cabeça sobre ele.

 

Tens aspecto de quem não está mal sozinho. Estás bem, seguro. Aí dentro, o discurso que constróis não se inibe de construir a minha parte do diálogo. Pois, estás a fazer de ti e de mim e nem sequer sabes o que me chamar. Não me refiro ao meu nome, esse obviamente está escrito nos livros que tens à cabeceira. Podes procurar, quando chegares a casa, se for esse o nome que dás ao sítio onde dormes esta noite. Digo, antes, ao desígnio a que tive direito na tua história.”

 

Tristan Haze @ the Dog Park / Peter Pan’s House

 

Playing: “songs about strange women and a serious man”. Song yet to be written: “The badly behaved girl with a smile.”

 

Para ouvir no seu bandcamp e conhecer melhor a Sílvia e o seu mundo das fotografias aqui.

 

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Republika a new concept inside a ship

Rajko e Bojan são dois sérvios que conhecemos em Madrid em 2010 depois de várias trocas de emails sobre a ida de uma comitiva “O Baile” (lembram-se?) ao Exit Festival. Eles eram então os responsáveis pelo festival, Bojan o seu fundador e Rajko o responsável pelo Suba stage, o palco onde acabaram por actuar Rui da Silva, Dj Ride, Stereo Addiction e os :papercutz numa inédita invasão de música portuguesa naquele festival. Ficou para a história. Entretanto o festival continua mas estes dois rapazes decidiram embarcar noutra aventura e criar o Republika na Croácia. Quando partilharam connosco esta notícia, sabíamos que vocês também tinham de ficar por dentro…

 

Madame - What made you think that the world needs another festival ?
Rajko – Well, Republika is not just another festival – it’s an analogue public forum in creativity, freedom in fun. It brings together some of the world’s most exciting events to create synergy and madness. And it’s happening in Rijeka, a fantastic city on the Adriatic coast.

 

Madame - The music line-up will be announced soon, can Madame´s readers have some first-hand-exclusive-VIP-access to one or 2 names ?
Rajko – I can only give you the hint saying that closing night will be produced by ELEKTRANA – legendary balkan electro brand hosting one the most sophisticated stages at the EXIT festival for last 10 years. They promised to bring the hottest name on new disco scene.

 

Madame – Many cultural centres and events around Europe are being built inside old factories but this one is going a step forward doing something inside an old-ship. Was it difficult to get access to it?
Rajko – It is a legendary Seagull – late President Tito’s “Peace Boat“ used for many of his diplomatic trips during the glorious days of the non-alignment movement. It is owned by the city of Rijeka so we convinced them it would be great to use it for the festival. The city has ownership of the festival so they want it to be great and it wasn’t hard to convince them.

 

Madame – Are you doing a big transformation inside it or just using what’s inside? Will it be “cosy and comfortable” enough?
Rajko – It’s not exactly in great shape, but it has great atmosphere. We’ll do a few renovations to make it ready to host exinbitions, lectures, workshops and small parties.

Madame - In 1 or 2 phrases, tell the portuguese people how can Republika transform their daily life ?
Rajko – Well, I dare say they won’t have many more opportunities to meet so many interesting people in one place this year. You know me, and you know I’m not making hollow promises…

 

Madame – That´s ABSOLUTELY TRUE.

 

Não percam nada acerca deste evento. Visitem-no aqui.

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Our 5th Correspondent is … Silvia Lopes em Sydney

Já aqui tínhamos apresentado a Silvia a fotógrafa portuguesa freelance em Sydney, Austrália. Aqui fica o artigo que nos enviou do outro lado do mundo a que deu o título: “Once you make a decision, the Universe conspires to make it happen” . (RWE)

 

Foi em Março de 2013 que o Universo, ou seja lá que entidade tenha sido responsável além da minha sedenta vontade e alguma insanidade, me fez aterrar neste sitio onde me sinto a pertencer. Não demorou mais do que 3 meses, entre o primeiro pensamento remoto sobre esta possibilidade e o chegar aqui.

 

Sydney. Ora bem, Sydney não é a Austrália (não fosse este um imenso continente, que também é um país, que por sua vez, é uma ilha). Aqui vai uma descrição que alguns amigos próximos já terão lido: Imagina o que é viveres numa cidade ocidental, com calor tropical, onde andas descontraído e sentes-te sempre seguro, vais descalço ao supermercado e tens Ásia ao virar de cada esquina. A quantidade de vezes em que já me lembrei de Bangkok, ao mesmo tempo do charme de Buenos Aires. Depois vais junto ao rio e sentes talvez NY. Palavras de ordem por cá: laid-back, easygoing, no worries.. Parece uma “cidade de férias”, e ainda sim, tanto sempre a acontecer. Já tenho a melhor companhia – a Alice – ponho o iPod e as rodas da Alice a girar comigo para todo o lado…para o centro, para as praias que são bonitas, às voltas pelo bairro… Sydney é seguramente uma das cidades mais bonitas do mundo.

 

Aqui é onde sinto que me vai continuar a apetecer estar.

 

Acabo de mudar de casa. Fica em Newtown, por sinal, a minha zona de eleição. E, para mal ou bem dos meus pecados, face to face com o meu bar preferido. Newtown está cheio de lojas vintage e pessoas vintage, aka hipsters cheios de barbas e roupas funky, sítios bons para tomar café (vício australiano), lojas biológicas e o Newtown Garden onde vou comprar sementes para plantar manjericão e coentros. É tudo extra-caro aqui, mas com jeito e contenção, dá para dar a volta. Afinal, é a terceira cidade mais cara do mundo.

 

Já me sinto parte deste sítio. Os barbecues no backyard, estar fã de vegemite, o tabaco de enrolar e não passo sem uma dose diária de strong flat white e uma volta pelo parque.

 

Estou a trabalhar como fotógrafa freelancer, agora com residência no Oxford Art Factory, a meu ver, a melhor venue de concertos em Sydney. Não posso, nem me ocorre, queixar do que quer que seja. Falta sempre uma parte de casa, a família, os amigos, mas sei que também eles só querem estar certos disto, e por isso, assim me fico: ESTOU FELIZ AQUI.

 

 

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Abertura DC10 by Afonso Coruche

17 horas. A caminho do DC10, e já na estrada para as Salinas, são vários os controles policiais. Parece que estamos em tempo de guerra. Sente-se no ar uma ansiedade geral e a ilha está toda em alerta para o grande evento que é a abertura deste mítico clube underground. Operações stop em vários locais estratégicos e um batalhão policial da Guarda Civil cercam a discoteca à beira do aeroporto. Estão ambulâncias de prevenção e um mini posto de socorros improvisado junto à entrada. No parque de estacionamento são muitas as pessoas revistadas pela Guarda Civil. O controlo é apertado. Esperamos um bocadinho e assim que aparece um dos artistas com quem combinámos, entramos com ele.

 

A entrada é feita directamente pelo Garden. Está cheio. A primeira coisa que reparo é que o jardim foi todo remodelado e agora em vez de se dançar no chão de gravilha, dançamos num dance floor novinho em folha forrado com deck, balcões de bar em madeira, bem organizados, e um dj booth novinho a estrear. As colunas vermelhas VOID espalhadas pelo recinto fazem-se ouvir com um imenso power que nos levanta os pés do chão. O plano é ir para a cabine de dj mas não se consegue circular de tão cheio que está.

 

O nosso “guia” Davide Squillace entra pelo bar e seguimos atrás dele furando caminho por entre as camareras até ao dj booth. Na cabine acabou de sair Kerry Chandler e estão agora a tocar os Apolonia (Dan Ghenacia, Dyed Soundorom e Shonky) num b2b2b. Após alguns cumprimentos, procuro estabelecer-me num local estratégico dentro da cabine sem estar em demasiada evidência mas com boa visão para a pista. O set deles é energético mas descontraído ao mesmo tempo. Eles contam a sua história através da música. Está muito bom.

 

Tânia Vulcano começa a preparar os seus discos. Ajudo-a a instalar-se na cabine pois com tanta gente lá dentro ela tem dificuldade em montar o seu aparato. O seu set é puramente tribal. Sinto-me como um indígena a dançar á volta de uma fogueira. Batidas tribais com vozes roucas por cima num cenário de luzes vermelhas já com o anoitecer. Tânia Vulcano é uma das caras do DC10 e a sua actuação é muito aplaudida. Chega a vez de Davide Squillace. A sua música é bombástica e musculada. Ele aproveita a ocasião para passar alguns temas que ainda não saíram de forma a promovê-los e deixa muita gente intrigada. Muitos são os que tentam espreitar o nome dos temas no seu Traktor, mas sem sucesso pois os nomes que lá aparecem não constam com os nomes verdadeiros das faixas. Dá-se o primeiro sit down (quando o público senta-se no chão no break da música para depois levantar-se aos saltos a celebrarem o regresso da batida). É o delírio! Parece que estamos num estádio de futebol quando se marca um golo.

 

Aproxima-se a meia-noite (hora do fecho do Garden) e de repente as colunas VOID calam-se deixando o dj surpreendido. Fica somente a munição na cabine a tocar. É hora de fechar o Garden e seguirmos para o Terraço lá dentro. Mais uma vez furamos caminho e entramos na cabine do Terraço. Tocam os Martinez Brothers. Já tinha ouvido falar deles mas nunca os tinha ouvido ao vivo (tiveram no Ministerium em Lisboa à pouco tempo). Chris e Steve Martinez são dois jovens promissores do Bronx e o seu set incendeia o terraço. Desde miúdas a mandarem beijinhos aos putos e a escreverem mensagens nos telemóveis exibindo-os à frente das suas caras, é bomba atrás de bomba.

 

O DC10 não é apenas um clube. É uma experiência que tem de ser vivida pelo menos uma vez na vida. É uma concentração de talento num ambiente agressivo e inóspito que nos deixa saudade de voltar..

 

Notas finais: Não podia deixar de agradecer publicamente a dois grandes amigos e djs portugueses de reconhecido talento internacional, que me acompanharam nesta odisseia, DJ Vibe e DJ Ari.

 

Melhor set (para mim) dos openings: Luciano no Ushuaia é sempre mágico mesmo não me tendo surpreendido, Martinez Brothers no Terraço DC10 e a recta final do set de Davide Squillace no Garden quando fizeram o sit down.

 

Se quiserem perceber um pouco melhor, no fundo é ISTO.

 

 

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Abertura da season em Ibiza: Ushuaia ao rubro e Luciano em baixo by Afonso Coruche

Finalmente Sábado 25 de Maio e a grande festa de abertura do Ushuaia Beach Hotel considerada por muitos a festa que assinala a abertura oficial da época de Ibiza. Ora no “menu” do dia, tínhamos nada mais, nada menos do que pelo menos 14 horas de festa pela frente com o Sven Vath, Loco Dice, Luciano, Maya Jane Coles, Reboot e mais.

 

Ir logo à 1 da tarde seria um desgaste físico muito grande, por isso aproveitei a praia em Sa Trinxa e apareci mais tarde, já bronzeado e de banho tomado, bem alimentado e pronto para a minha maratona. Em Ibiza temos sempre que dar o nosso melhor! Ao chegar junto do hotel a azáfama já é muita. Milhares de clubbers de todo o lado do mundo, miúdas giríssimas, tudo kitadíssimo em fila para entrar (mas com nível). Ao fundo já se ouve o fat bass do som de Reboot. É nestas alturas que os contactos valem ouro. Contacto puxa contacto e já lá estamos dentro num instante. Ao entrar a visão é deslumbrante. Um palco gigante apetrechado com dançarinas acrobatas tipo Cirque Soleil penduradas a baloiçar no ar, labaredas de fogo, explosões de gás frio, bombas confettis, pirotecnia, vídeo walls por todo o lado, vídeo mapping e tudo o mais que possam imaginar com o melhor sistema de som do mundo.

 

Não é por acaso que foi considerado o melhor venue do mundo em 2012. Tudo isto à volta de uma piscina com cerca de 15.000 pessoas a dançar de sorriso estampado na cara e pele de galinha e arrepios. A felicidade é contagiante. Encontramos os amigos do ano passado, aquela miúda com quem deixámos a conversa a meio há dois anos, aquele maluco que encarna uma personagem diferente todas as noites, entre muita paródia. Estou definitivamente onde quero estar…

 

A pulseira para o VIP é das coisas mais cobiçadas na festa. A área VIP que se encontra mesmo no centro de toda a animação está apetrechada de heavey spenders e top models. Nuca vi tanta mulher bonita por metro quadrado! Este ano está um exagero!  Aqui uma mesa são no mínimo  20.000€ (para 6 pax) + 500€ por pessoa extra. Mesmo assim esgotou tudo à semanas. O hotel está cheio e não há mais quartos disponíveis. As pessoas amontoam-se nas varandas com vista para o palco fazendo a festa nos quartos, equipados com minibares do tamanho dos nossos frigoríficos lá de casa, apetrechados com garrafas de champanhe e tudo o mais que possam imaginar. A rambóia é muita e vê-se para dentro dos quartos..

 

A seguir ao Reboot entra Andrea Oliva, outro dj Cadenza e brilha com o seu remix do tema de Luciano “Rise of Angel” com jogos de luzes, lasers e confettis cria um ambiente mágico. Ao anoitecer entra Loco Dice que muda por completo o ambiente da festa. A batida já é mais pesada e as pessoas já estão mais loucas. A meu ver o estilo musical de Loco Dice não se enquadra no Ushuaia. O seu estilo é bom, mas dark e mecânico e mais apropriado para um clube underground para uma clientela mais rough.

 

Sempre respeitando a hierarquia do line-up, chega a vez de Luciano. Ao contrário do que possam pensar, não fiquei deslumbrado com o seu set. O Luciano este ano está com problemas sérios. A sua fama subiu-lhe à cabeça e o facto de estar a pedir cachets exorbitantes (40 a 50 mil euros por um set de 3, 4 horas), está a ter vários problemas. Para quem não sabe, o Luciano ficou conhecido nos bons tempos do DC10. Depois teve uma residência no Pacha com a sua noite Vagabundos durante 3 anos onde trouxe o underground para o mainstream e foi aí que atingiu o pico da sua fama. Este verão, saiu do Pacha e ía para o novo clube BOMBA que não chegou a abrir por falta de licenciamento, por isso ficou sem residência na ilha.

 

Loco Dice ficou com a sua quinta-feira no Ushuaia e agora à ultima da hora fechou 5 datas no Ushuaia (uma por cada mês Maio + Junho + Julho + Agosto + Setembro + 2 datas secretas no Ushuaia Tower). Sei que tem mais 2 datas na noite Cocoon no Amnesia a convite de Sven Vath para tocar b2b com Villalobos no terraço e nada mais. Está numa de tocar poucas vezes mas por muito dinheiro.

 

Mas voltando ao palco do Ushuaia, o set de Luciano não me surpreendeu. Para já porque sigo todos os seus movimentos e acompanho todos os seus sets, seja via Youtube, be-at.tv, or whatever. O seu set sai igualzinho ao que assisti no Miami Winter Music Conference à uns meses atrás. Adoro o remix dele dos Pink Floyd “Show must go on” e quando ele mete com “Get Lucky” com a sua batida por trás em loop, é o delírio. As miúdas dançam freneticamente e entregam-se por completo aos seus encantos. É o auge da festa..

 

Como faz o Luciano o seu remix do Get Lucky? Mete numa faixa o original do Get Lucky dos Daft Punk e sobrepõe com outra faixa (em loop) o bass line do tema “Eleven” de Toni Moreno & 2Vilas

 

 

Depois chega a vez de Sven Vath, no topo da hierarquia do line up. Faz um set à semelhança daquele que fez no Lux no outro dia. A sua postura no palco é sempre a mesma, careca e de óculos (os anos já pesam). A cabine está cheia de amigos e as macacadas são muitas. São quase 4 da manhã. Aproveito para sair um pouco mais cedo para ver se apanho Táxi pois vai acabar agora e vão sair milhares de pessoas ao mesmo tempo em busca de boleia para casa. Amanhã é a abertura do Space. E Segunda-feira o DC-10. Vou dormir e tentar descansar.

 

Para um maior acompanhamento da incursão do Afonso a Ibiza podem segui-lo em www.facebook.com/afonso.coruche e no Instagram FONZIECORUCHE. Sempre em primeira-mão e em exclusivo, aqui no site da Madame.

 

To be continued…